How to let go | Como abrir mão

how to let go

oldie but goodie in “Gerês”, Portugal | antiga mas com doces memórias, no Gerês 🙂

DISCLAIMER: This is a different kind of post so, if you don’t wanna get personal and sneak peek some of my private moments and pictures, come back on Thursday! Thanks.

AVISO: Este é um post diferente por isso, se não querem tornar isto pessoal e espreitar algumas das minhas fotos e sentimentos privados, voltem na quinta-feira! Obrigada.

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how to let go

Sometimes is just good to let go, give control to someone else, don’t carry the world on your shoulders… I’m only guessing here, cause I have a really hard time doing this. I think part of it is who I am and part of it how I was raised, how my younger years went… Life isn’t always glamours and Instagram-perfect. You should never compare your real life with anyone else’s edited reality, you never know what’s happening behind the scenes or how that person got to where he/she is.

Às vezes é bom abrir mão do controlo, dá-lo a outra pessoa, deixar de carregar o mundo às costas, nem que seja por um momento… Estou a “deitar-me a adivinhar” porque, a verdade é que tenho muita dificuldade em fazê-lo. Acho que em parte porque é quem eu sou e outra parte é a minha educação, a forma como vivi a minha infância/juventude… A vida nem sempre é glamorosa e perfeição-digna-de-Instagram. Nunca devem comparar a vossa vida real com a realidade editada de outra pessoa. Afinal, nunca sabemos o que se passa nos bastidores ou como aquela pessoa chegou onde chegou.

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So life has pulled the rug on me, quite a few times and growing up and always being the youngest in the family, I was kinda lonely and, at the same time, felling the need to grow up really fast. I also felt the need to be independent, strong and to never show any weaknesses. I know, who can live like this forever!? But I thought, this way, I was making it easier on everyone else. I didn’t wanna be cause for further concern. In my teens, that made me look a bit rebellious, always speaking my mind, overly frontal… It might sound good but it isn’t. As I got older and life kept messing with me, I learned that you have to be respectful of other people’s feelings, you don’t have to have an opinion about everything and if you don’t like something or the way someone makes you feel, you can just walk away. I learn forgiveness the hard way and I began being more understanding and less judgmental.

Ora bem!… a vida puxou-me o tapete umas quantas vezes, desde cedo e, sendo sempre a mais nova na familia, sentia-me um bocado sozinha e, ao mesmo tempo, sentia a necessidade de crescer muito rápido. Também sentia que tinha que ser independente, forte e nunca mostrar fraquezas. Eu sei, quem consegue viver assim para sempre?! Mas eu achava que, desta forma, facilitava a vida a toda a gente. Não queria ser mais um motivo de preocupação. Na minha adolescência, isto fez-me parecer um pouco rebelde, com o coração sempre perto da boca, dizendo tudo o que pensava, sendo demasiado frontal… Pode parecer bom mas não é. À medida que fui crescendo e a vida continuou a abanar o meu mundo, aprendi que temos que respeitar os sentimentos das outras pessoas, não temos que ter uma opinião sobre tudo e que se não gostamos de algo, ou da forma como alguém nos faz sentir, podemos, simplesmente, afastar-nos. Aprendi muito e à bruta, sobre perdão e passei a ser mais compreensiva e a não julgar os outros.

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That being said, I did not change completely. For some reason I still often feel a bit combative turohwards my mom. I thought I didn’t know why but now, has I write, I think I do know. For her, I think I’ll always be a kid and that makes crazy. I’ve been responsible  since I don’t know when and it all just feels to me like she either doesn’t see it or doesn’t value it.  Also, I still feel misunderstood, cause I’ve always been a private, not very chatty and kind of a lone. I frequently need silence, unplugging and time off from the world. I really value my space.

Dito isto, claro que não mudei completamente. Muitas vezes continuo a sentir que sou um pouco combativa na relação com a minha mãe. Pensava que não sabia porquê mas agora, enquanto escrevo, apercebo-me que afinal talvez saiba. Acho que para ela vou  ser sempre uma miúda e isso deixa-me louca. Sou responsável desde não sei quando e a mim parece-me que ela não vê isso ou não o valoriza. Também continuo a sentir-me incompreendida porque sempre fui uma miúda reservada, nunca fui de grandes conversas e sempre um pouco para o solitária. Frequentemente preciso de silêncio, de me desligar do mundo. Valorizo muito o meu espaço.

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However, I recently had some mom and me time and just tried to let go of being a control freak and let her take care of things. Even though I still yell and go crazy from time to time, I see that sometimes (SOMETIMES), it feels good not to have the world on your shoulders and just let people take care of you (I’m still a work in progress in this regard!).

Contudo, tive recentemente um tempo de “eu e mãe” e tentei abrir mão de controlar tudo e deixá-la cuidar das coisas. Embora ainda grite e fique maluca de tempo a tempo, vejo que às vezes (ÀS VEZES!), sabe bem não termos o mundo às costas e, simplesmente, deixar que cuidem de nós (ainda tenho muito que trabalhar neste ponto!).

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So, thank you mom for putting up with me. You know I’m a fan of though love and I yell because I care and am always trying to make everyones life, easier – I fail, often, I know but I love you. You’re the best.

Por isso, obrigada mãe por me aturares. Sabes que grito porque gosto, porque me importo e porque estou sempre a tentar que a vida de todos seja mais simples – falho, muitas vezes, eu sei mas amo-te. És uma grande mulher.

the kind of pic I wouldn't usually post but thought I'd let you in... | o tipo de foto que normalmente não publicaria mas achei que vos devia deixar entrar...

the kind of pic I wouldn’t usually post but thought I’d let you in… | o tipo de foto que normalmente não publicaria mas achei que vos devia deixar entrar…

Even though I’m still a work in progress, always trying to become a better human, the lesson learned, so far, is: every now and then, stop worrying about others and take care of yourself, get pampered, learn to say “no”, do a mani or have coffee with a friend for no reason… (note to self!) the world will keep on spinning. Self-esteem and self-care are so importante for our mental and even physical health.

Embora ainda seja um trabalho em curso, na tentativa de me tornar um humano melhor, até agora, isto foi o que aprendi: de tempo a tempo, parem de se preocupar com o que todos precisam e cuidem de vocês, mimem-se, aprendam a dizer “não”, vão à manicure ou tomem um café com uma amiga, só porque sim… o mundo vai continuar a girar (nota para mim mesma!). A auto-estima e cuidarmos de nós é super importante para a nossa saúde mental e até física.

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What about you? What are your thoughts on relations, family, forgiveness and life in general? Has life ever pulled the rug on you? How do you take care of yourself and your self-esteem? Let’s get the conversation started in the comment area down below

E vocês? O que pensam de relações, familia, perdão e da vida em geral? A vida já vos puxou o tapete? Como cuidam de vocês e da vossa auto-estima? Vamos conversar, no espaço de comentários, lá em baixo ↓

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from our “private collection” 🙂 | da nossa “colecção privada” 🙂

Thank you so much for reading me and I’ll see you soon!

With joy & style, 

Obrigada por me lerem e até breve!

Com alegria & estilo,

feeling overwhelmed

 

– Live, Love, Laugh –


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